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O ADMINISTRADOR

Este artigo (extraído da Revista Exame, edição de 19/04/00, adaptado por Virgilio Dias dos escritos de Masao Goto Filho Felipe Westin e Gilberto Guimarães); refere-se às mudanças comportamentais dos ADMINISTRADORES, mas serve para todo e qualquer profissional.

Por ser um artigo tão atual para os dias em que vivemos, recomendo a leitura atenta do mesmo e a uma reflexão do seu dia a dia.

Tenho certeza de que muitas das situações descritas são vividas diariamente por cada um de nós.

Se conseguirmos absorver e transportar estes conhecimentos para o nosso cotidiano, tenho certeza de que seremos melhores pessoas e consequentemente melhores profissionais, melhores  seres humanos.

O ADMINISTRADOR

 O administrador transformou-se em um maestro.

Cuidar apenas das suas tarefas e ignorar a missão da empresa, não existe mais no novo universo dos profissionais de administração de qualquer área.

Integrar é o que conta.

Em menos de uma década, as áreas de suporte das empresas se tornaram irreconhecíveis.

Isolado e hierarquizado, o setor administrativo exercia seu poder controlador.

Hoje no lugar de 50 pessoas cuidando de apenas um processo, há um software que não precisa mais do que um funcionário para entrar em atividade.

Portanto esqueça tudo o que tinha validade em uma boa carreira administrativa.

Os paradigmas do setor mudaram da água para o vinho e tudo precisa ser repensado; a começar pelo comprometimento com a empresa.

A era da informação

Entender o negócio, ter espírito de equipe passou a ser essencial para quem pretende ter sucesso na carreira, que agora se assemelha a uma orquestra.

Antes as pessoas estavam preocupadas com os processos e sistemas, e não com os resultados.  Cliente era uma abstração.

O trabalho se realizava de forma linear, previsível e segmentada.

Cada um cuidava do seu pequeno território e não queria saber o que se passava no resto da empresa.

As áreas administrativas passaram por duas fases no Brasil:

  • A primeira de guardiã da regra e da lei, no início da industrialização,
  • A segunda de responsável pelo dinheiro dos anos 60 e 80.

Hoje se administra o conhecimento, e com isso o sentido de gerenciamento muda completamente, pois a informação substitui a autoridade.

Pela primeira vez, o principal capital de uma empresa é o ser humano.

Tudo mudou.

As empresas perceberam que, com a chegada da tecnologia da informação, não precisavam mais da tantas pessoas fazendo a mesma coisa, e descobriram ainda que uma pessoa pode cuidar de muitas coisas.

Choque de produtividade

As áreas de negócios começaram a demandar uma postura de parceria com os administrativos;

É a integração.

Quem não adiciona valor ao negócio é um foco potencial de eliminação.

Uma equipe pode ser formada por terceirizados, autônomos ou parceiros.

As novas estruturas se parecem muito com uma orquestra, onde o maestro não precisa saber tocar todos os instrumentos, mas deve conhecê-los, transmitir a visão que a empresa considera fundamental e olhar para o resultado final.

Este é o líder de uma equipe de especialistas.

Espera-se que este profissional ajude e não emperre o processo decisório, como acontecia antes.

Isso exige uma grande transformação não apenas nos sistemas, mas no comportamento das pessoas.

No cenário em que vivemos hoje, qualquer função, por mais simples que seja, é crítica.

  • Um office-boy pode dar prejuízo a uma empresa.

Menos operacional e muito mais enxuta, as diversas áreas da empresa, ganham um caráter de planejamento, atuando diretamente e conjuntamente com as áreas de negócios.

O núcleo estratégico precisa ser pró-ativo, dinâmico e ter uma relação de cumplicidade com o negócio;

E isso como sabe, exigem profissionais com qualidades que não eram antes cogitadas para o desempenho destas tarefas, algumas competências são essenciais, tais como:

Senha para entrar:  

  • Falar inglês fluentemente (em algumas empresas é essencial),
  • Dominar a tecnologia de informação e ter,
  • Conhecimentos técnicos

É o mínimo necessário para entrar no jogo.

Suportar pressão:

  • De prazos,
  • De egos, e,
  • De responsabilidades.

Competência pessoal:

  • Ser participativo,
  • Comunicar-se,
  • Saber ouvir e entender o que não é verbal,
  • Adaptarem-se facilmente as mudanças,
  • Ter flexibilidade nos momentos de conflito,
  • Manter a serenidade:
  • Sangue-frio faz toda a diferença em situações turbulentas;

E como elas acontecem hoje!

  • Ser um líder: compreender, sintetizar e expor o pensamento de um grupo;
  • A necessidade de estar atento ao desenvolvimento das pessoas, darem opinião, oferecer orientação para evitar a perda de talentos, em fim entenderem os outros.
  • Aprender e aprender: há muitas formas de fazer isso, mas todas se iniciam com uma atitude humilde.

Desenvolvimento permanente:

  • Conhecer e ser parceiro do negócio, aprimorar os conhecimentos com cursos de extensão, ser especialista e, ao mesmo tempo, saber olhar o conjunto.
  • Desenvolver a empatia: ter capacidade de entender o que o outro quer e conseguir transmitir o que se deseja;
  • Isso exige gostar de lidar com pessoas.
  • Fazer escolhas: saber negociar e tomar decisões, sem protelação inútil. (correr riscos).

Virgilio Dias é Consultor de Empresas, Empresário e Palestrante.

E:  virgilio@3031consult.com.br – W: www.3031consult.com.br

 

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