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NEGOCIAÇÃO

PALAVRA MUITO USADA E POUCO ANALISADA

(Artigo escrito pela psicóloga Eneida Souza Cintra, extraído do Jornal Carreira $ Sucesso edição de 02/05/00).

 Ao perguntarmos para alguém o que é uma negociação, notamos o quanto é difícil para as pessoas descreverem esta palavra.

Por outro lado, não notamos engasgo quando lançamos a segunda pergunta, ou seja, quem faz uma negociação, pois de pronto respondem que são os homens de negócio, apesar de cômica redundância.

E continuam exemplificando, homens de negócio, como empresários, vendedores, etc.

O que vendem ou negociam?

Resposta: produtos que correspondam ao seu campo profissional, como casas, carros, roupas, pneus, etc., etc.

Além de frases evasivas, como: “é questão de sorte”,tem que ter garra, esforço e força de vontade”.

As pessoas não argumentam nada mais quando questionadas sobre o motivo de algumas alcançarem o sucesso e outras não.

Não que eu fique espantada diante desses fatos, mas não há como não reparar como as pessoas empobrecidas em relação ao que seria nossa auto referência para a vida, pois todos somos vendedores de alguma coisa.

O não conhecimento das próprias aptidões, qualidades, habilidades e potencial ainda não desenvolvido levam as pessoas a responderem da maneira discutida no começo do artigo.

A resposta fica restrita ao campo de trabalho onde atuam como uma palavra que designa de uma forma extremamente superficial uma ação tão rica e tão profunda.

Isso acontece porque ou essas pessoas se destituíram de sua importância máxima ou sequer pensaram em seu significado real.

Quando uma criança de dois anos olha para os pais e faz algum gesto, com certeza acontece, neste momento, uma interpretação quanto à aprovação ou não do ato, e isto é uma negociação.

Quando um garoto de 18 anos paquera sua colega de escola, faz uso de algumas posturas e atitudes para tentar vender seu visual e seu palavreado para sua escolhida, que vai decidir se compra tudo isso ou não, e isso também é uma negociação.

Quando um casamento dura dez ou 15 anos, é sinal que além da relação compra e venda ocorrida na época do noivado, existe uma adequada manutenção, o que também é uma negociação.

Quando um profissional recorta de um jornal um anúncio de emprego, existe por trás deste ato a compra da ideia de arrumar um emprego por parte do leitor que, partindo para a entrevista, tentará vender suas habilidades para conquistar a vaga. Isto é uma negociação.

Repito o que escrevi anteriormente: todos nós somos vendedores, e acrescento que as características de vendedor ou homens de negócios nos acompanham desde que nascemos independentemente da profissão que venhamos a exercer depois.

O fato de ter ou não garra, sorte ou azar não responde, e nem ajuda em nada, a questão de ser um bom ou mal profissional, pois se essas características gerarem uma profissão, existirá a necessidade básica de possuir um conhecimento muito mais profundo de suas habilidades.

A garra e a força de vontade não valerão nada se a pessoa não possui conhecimento da área onde pretende atuar.

 Abordando um enfoque empresarial, quando falo da necessidade de autoconhecimento não me refiro ao processo clínico, mas sim às descobertas que devem ocorrer em grupo, com pinceladas individuais, dentro de uma dinâmica ocorrida em treinamentos que envolvem atitude, comportamento e treino.

Portanto, para finalizar, voltamos para as perguntas iniciais e sugiro que as respostas deveriam ser que todos nós, sem exceção, fazemos negociações, vendemos tudo, também sem exceção, e quanto ao por que algumas pessoas têm mais sucesso do que outras, diria que é porque se conhecem melhor e conseguem separar o emocional do profissional.

Negociação é:

colocar um negócio em ação;

saber ler no outros seus desejos e suas necessidades;

saber vender sua imagem para que outra pessoa compre confiança e crença;

aumentar seu potencial e minimizar suas inaptidões.

 Negociar é, em primeiro lugar: saber lidar consigo próprio, para depois lidar com outra pessoa.

Não esqueçamos: já nascemos vendedores.

 Aumentar e desenvolver este potencial depende de cada um de nós.

 (Artigo escrito pela psicóloga Eneida Souza Cintra, extraído do Jornal Carreira $ Sucesso edição de 02/05/00).

 “Quem mal lê, mal ouve, mal fala, mal vê” – (Monteiro Lobato)

Virgilio Dias é Consultor de Empresas, Empresário e Palestrante.

E:  virgilio@3031consult.com.br

W: www.3031consult.com.br

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